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POLÍCIA FEDERAL INDICIA POLICIAL URUGUAIO POR TRÁFICO DE ARMAS

POLÍCIA FEDERAL INDICIA POLICIAL URUGUAIO POR TRÁFICO DE ARMAS

(ZERO HORA)

É a segunda vez este ano que surgem provas contra agentes do Uruguai envolvidos na venda ilegal de armamento

A Polícia Federal cumpriu hoje pela manhã um mandado de busca e apreensão na Barra do Chuí, em investigação que apura o tráfico de armas na fronteira do Brasil com o Uruguai. É uma praia situada no município de Chuí, o mais ao sul do Rio Grande do Sul.

A investigação da PF aponta que por ali ingressaram no Brasil mais de setenta armas de calibre restrito, entre pistolas 9 mm e rifles calibre 223, parte delas já apreendidas pelas

polícias no Rio Grande do Sul. O armamento era importado por um policial uruguaio, que recebia o arsenal no país vizinho e posteriormente o enviava para o RS.

O policial uruguaio, que reside em Barra do Chuí, foi indiciado por tráfico internacional de arma de fogo de calibre restrito e responderá perante à justiça brasileira.

É a segunda vez este ano que policiais uruguaios são indiciados por contrabando de armas para o Brasil.

Em abril, agentes da Direção Nacional de Informação e Inteligência Policial (DNIIP) do Uruguai prenderam três policiais uruguaios e dois comerciantes de Rivera (cidade uruguaia que faz fronteira com a gaúcha Santana do Livramento). O quinteto é suspeito de envolvimento no contrabando de armas para o Brasil.

As investigações apontam que mais de 300 armas automáticas teriam sido traficadas pelos policiais, que trabalhavam numa das jefaturas (delegacias) de Rivera. As pistolas 9 mm e metralhadoras eram adquiridas em lojas de armas (armerias) de forma legal e depois contrabandeadas para território brasileiro. Há informação de que teriam sido revendidas em Porto Alegre, no mercado negro, por valores até 300% acima do preço cobrado em loja. Cada pistola, por exemplo, era vendida por US$ 1,5 mil (cerca de R$ 4,5 mil).

A PF investiga se o arsenal foi comprado por facções criminosas de outros Estados, como o Comando Vermelho. Além do DNIIP, ajudaram a desbaratar o esquema agentes da Direção Geral de Repressão ao Tráfico Ilícito de Drogas da Policia Nacional uruguaia.

As mais de 300 armas teriam sido contrabandeadas entre os anos de 2013 e 2015. Os processados, que foram transferidos para Montevidéu, enfrentam acusações que podem levá-los a penas de até 12 anos de reclusão.

Em 2014 o Departamento Estadual de Repressão ao Narcotráfico (Denarc), da Polícia Civil gaúcha, também apreendeu armamento ilegal com bandidos, oriundo do Uruguai.

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